Doutor Alcides Branco tem experiência em cirurgia laparoscópica, há mais de 25 anos, aproximadamente há 20 anos iniciou trabalho com cirurgia laparoscópica nos pacientes obesos mórbidos com mais de nove mil cirurgias realizadas nesses pacientes. Recentemente deu uma atenção especial aos pacientes com diabetes mellitus tipo 2, realizando procedimentos que apresentam auto controle, no pós operatório desses pacientes.
Vários tipos de cirurgias podem ser realizados nesses pacientes. O procedimento mais realizados no mundo é a gastroplastia tipo bypass gástrico ou técnica do grampo ou técnica de Capella ou gastroplastia y de roux, que é um procedimento mundialmente conhecido, consiste em uma técnica mista onde se diminui o tamanho do estômago e realiza o desvio intestinal.
O segundo procedimento mais realizado chama-se gastroplastia vertical ou sleeve gastrectomy ou tubo gástrico e é um procedimento puramente restritivo onde você cria um tubo, uma manga gástrica sem mexer na parte intestinal.
Outros procedimentos podem ser feitos de acordo com os problemas de saúde que o paciente possa apresentar. A evolução que consiste na técnica duodenal switch modificada ou interposição ileal, é um procedimento que pelos trabalhos realizados e pela história dos trabalhos publicado, é o que apresenta melhor controle dos pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2.
Para realizar esse procedimento o paciente necessita passar por um protocolo de exames para avaliar a sua condição de submeter –se a esse procedimento.
Outro procedimento que a equipe do Dr. Alcides tem muita experiência são cirurgias revisionais.
Na evolução dessas cirurgias nesses muitos anos, muitos pacientes tiveram complicações, onde a maioria das vezes o tratamento clinico não consegue ter resultados satisfatórios e existe a necessidade de um novo procedimento cirúrgico.
Por exemplo: pacientes que realizaram a cirurgia do by-pass, a Capella e colocaram o anel, e esse anel migrou para dentro do estômago.
Pacientes que colocaram a banda gástrica, um procedimento muito utilizado na década de 90 a 2000, e essa banda trouxe complicações como: a migração da banda, ou reganho de peso e vômitos.
Pacientes que no pós operatório em qualquer procedimento apresenta alterações intestinais como: diarreia intratável.
Pacientes que apresentam flatulência intensa, com grande desconforto abdominal para si e para os seus. Em situações onde haja desnutrição, pacientes que não conseguem repor as vitaminas necessárias e com isso necessitamos da realização de um novo procedimento cirúrgico. Dr. Alcides tem uma experiência nesse procedimento, realizando de uma a duas desse procedimento/semana ao longo dos últimos ano. Todas elas por videolaparoscopia.
Para esses procedimentos revisionais há a necessidade de também passar por um protocolo rígido de exames de imagem, exames endoscópicos e por uma equipe de psicólogos e/ou psiquiatras e nutricionistas, para reavaliar a necessidade da cirurgia.
Dr. Alcides trabalha em vários hospitais e todos os hospitais apresentam um estrutura avançada para realizar os procedimentos laparoscópicos. Eles apresentam estrutura com torre de vídeo moderna, materiais moderno, equipe anestésica extremamente preparada para qualquer intercorrência e intubação e com muita segurança para realizar os procedimentos.
Além disso, há uma equipe de apoio que trabalha junto com Dr. Alcides diariamente nestes paciente, tanto no pré como no pós operatório.
Tipos de cirurgia 
Existem vários tipos de cirurgia que podem ser realizada para os pacientes obesos mórbidos e doenças metabólicas, procedimento puramente restritivo:

  • Banda gástrica e Gastroplastia vertical.
  • Procedimentos mal absortivos nas cirurgias intestinais, que estão em desuso, estão proscrita.
  • Procedimentos mistos restritivos mas absortivos, por exemplo: by-pass gástrico, técnica de Scopinaro ou técnica duodenal switch e cirurgias revisionais onde temos vários tipos de procedimentos que podem ser realizados.

O senador e ex-jogador de futebol Romário, 51, disse em entrevista ao Fantástico veiculada neste domingo (29) que fez a interposição ileal, uma cirurgia que não é aprovada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), ciente do risco d… – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/01/29/romario-diz-que-fez-cirurgia-experimental-por-diabetes-consciente-de-risco.htm?cmpid=copiaecola

Médico paranaense conduz estudo para comparar os resultados das duas técnicas; segundo procedimento, realizado no ex-atleta Romário para controle do diabetes, não é aprovado pelo CFM.

Alcides Branco Filho, cirurgião do aparelho digestivo: 80 pacientes serão operados em Curitiba nas próximas semanas

Na semana que passou, uma polêmica balança se desenhou no campo da medicina. De um lado, especialistas defendem a cirurgia de “gastrectomia vertical com interposição ileal (GVII)” para o controle do diabetes tipo 2, independente do peso do paciente; de outro, o Conselho Federal de Medicina (CFM) que reconhece o procedimento somente em caráter experimental e após aprovação de um comitê de ética.

No meio dessa discussão estão cerca de 14 milhões de brasileiros portadores de diabetes, interessados no melhor tratamento para a doença. Esse debate ganhou projeção nos últimos dias, quando o ex-jogador de futebol e senador Romário (PSB-RJ) apareceu nas redes sociais visivelmente mais magro. Ele revelou ter se submetido à cirurgia de interposição ileal com o médico goiano Áureo Ludovico de Paula, que já havia travado um conflito com a Justiça em 2009, ao realizar técnica semelhante no apresentador Faustão.

O princípio básico da cirurgia metabólica, segundo De Paula, é a transposição do íleo, que é a parte final do intestino delgado, entre o duodeno e o jejuno. Com isso, o alimento chega mais rapidamente ao íleo, estimulando a produção do hormônio GLP-1 que estimula a produção de insulina. Essa modalidade atenderia por exemplo, pacientes diabéticos tipo2, independente do Índice de Massa Corporal (IMC).

Na cirurgia bypass gástrico, modalidade tradicional que corresponde a 75% das operações feitas no país, parte do estômago é grampeada, o que evita grande ingestão de alimentos e aumenta os hormônios da saciedade. Sua indicação é para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual a 40 ou IMC maior ou igual a 35, quando houver estados mórbidos associados, como hipertensão, diabetes de difícil controle, limitações ortopédicos, apneia do sono, entre outros.

Em busca de alguns esclarecimentos, a FOLHA consultou especialistas, como o cirurgião paranaense do aparelho digestivo do Hospital Marcelino Champagnat, Alcides Branco Filho. Há dois anos e meio ele está à frente de um estudo, que considera inédito no país por ter a aprovação de todos os comitês de ética. Com o processo documental finalizado, 80 pacientes serão operados em Curitiba nas próximas semanas.

Metade será submetida à técnica de interposição ileal e a outra ao bypass gástrico ou cirurgia de Fobi-Capella. “É um trabalho prospectivo, randomizado, em pacientes que não são obesos mórbidos, isto é, com IMC abaixo de 35 kg/m2. O objetivo é comparar as duas técnicas, mas o foco maior é entender que existem sim, resultados positivos na interposição ileal”, aponta.

Com experiência há mais de 20 anos em cirurgias do aparelho digestivo, Branco comenta que sempre se interessou pelo procedimento disseminado por De Paula. “Ela (técnica) é mais difícil de ser realizada, mas os resultados são melhores”, defende.

Branco cita que o estudo é semelhante à pesquisa que vem sendo realizada pelo Hospital Sírio Libanês. Mais de 50 pessoas já participaram do projeto que deverá ser concluído neste ano, avaliando três linhas de tratamento: clínico, cirúrgico bypass gástrico e cirúrgico transposição ileal com sleeve (gastrectomia vertical).

“Conseguimos controlar o diabetes em  85% dos casos”

 

O cirurgião Áureo Ludovico de Paula explica que tem realizado a cirurgia de gastrectomia vertical com interposição ileal (GVII) por uma decisão da Justiça, contrária ao posicionamento do Conselho Federal de Medicina (CFM). Segundo ele, a decisão ocorreu juntamente com a opinião de especialistas que avaliaram o caso.

“Para mim, o grande conflito é pelo impacto dos resultados. Com essa cirurgia conseguimos controlar o diabetes em 85% a 90% dos casos, assim como o colesterol elevado, hipertensão, além da redução de peso”, ressalta ele, completando que a modalidade cirúrgica existe desde 1928, com publicação na revista “Annals of Surgery”. Para obesidade, ela é empregada desde 1985.

Em entrevista na televisão, o senador Romário declarou que o objetivo de ter se submetido à intervenção era controlar o diabetes, pois sua glicemia estava perto de 400 mg/dl, sendo que a recomendação é manter um nível abaixo de 100.

A assessoria do CFM informou que a técnica pode ser empregada no tratamento de casos de obesidade mórbida e não para o tratamento de doenças metabólicas. “Com essa finalidade, ela pode ser realizada apenas em caráter experimental”, conforme resolução CFM nº 2.131/2015.

Entre as justificativas estão a dificuldade técnica para a realização da cirurgia e o desconhecimento dos efeitos da mesma nos pacientes a longo prazo. Ainda de acordo com o órgão, as técnicas consideradas experimentais ou em investigação deverão ser realizadas sob protocolo de pesquisa, sob supervisão de Comissões de Ética (CEP) e/ou Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

Questionado sobre o caráter experimental, De Paula responde que a Câmara Técnica de Cirurgia Bariátrica e Metabólica do CFM aprovou a GVII em 2010 como não experimental e salienta que o procedimento já é realizado por ele há mais de 10 anos, com estudos científicos disponíveis na internet. “Ela não é experimental”, completa.

O cirurgião ainda comenta que a interposição ileal, “assim como toda cirurgia, tem os riscos do próprio procedimento e os riscos inerentes da própria doença.” De Paula afirma que já houve mortes e explica que em pacientes com o IMC abaixo de 35, a taxa de mortalidade é de 0,4%. “Ninguém está falando de uma cirurgia que não envolve riscos, mas ela é tão segura quanto as cirurgias tradicionais para obesidade”, completa. (M.O.)

Prevenção e controle dos fatores de risco é a grande chave para combater a obesidade e suas doenças associadas que correspondem a 72% dos óbitos no Brasil; cirurgia bariátrica é o método mais eficaz no combate à obesidade mórbida e suas doenças associadas

Incentivar a prática regular de exercícios e atividades físicas desde cedo é uma das chaves para prevenir doenças cardiovasculares.
Incentivar a prática regular de exercícios e atividades físicas desde cedo é uma das chaves para prevenir doenças cardiovasculares.
De acordo com dados do Ministério da Saúde das seis doenças que mais matam no País, por ordem, acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, pneumonia, diabetes, violência e hipertensão, quatro estão relacionadas à obesidade. As duas primeiras afetam diretamente o sistema cardiovascular. Sabendo-se que mais da metade dos brasileiros estão com sobrepeso e obesidade este é um quadro preocupante tanto para o momento atual quanto para o futuro, uma vez que o sobrepeso não tratado evolui para obesidade.

“À medida que a população começou a ganhar peso iniciou-se uma verdadeira guerra contra os alimentos gordurosos, mas essa batalha acabou estimulando o consumo de outros alimentos com muitas calorias e açúcar, o que acabou criando uma epidemia de obesidade nos adultos e principalmente nas crianças”, conta o Dr. Mauricio Wajngarten, professor docente em cardiologia da FMUSP e diretor da unidade de promoção de saúde e envelhecimento do Incor-Instituto do Coração, em São Paulo.

Além do perigoso cenário de obesidade esse consumo exacerbado de açúcar teve como consequência o aumento do número de diabéticos, fator de risco para o sistema cardiovascular. “O diabetes para os vasos sanguíneos é uma condição muito ruim, pois promove o entupimento dos vasos por aterosclerose, tendo como consequências infartos, derrames isquêmicos e doença vascular periférica”, explica Dr. Mauricio.

A obesidade também se associa ao aumento da pressão arterial, que se acentua com a idade. De fato, produtos do metabolismo da glicose contribuem para o endurecimento das grandes artérias que repercute com elevação da pressão sistólica, elevando riscos de infartos e derrames.

Para o Dr. Josemberg Campos, presidente da SBCBM – Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, o atual quadro mundial corrobora para que a cirurgia bariátrica se consolide como o método mais eficaz no combate à obesidade mórbida. “Além da perda de peso a cirurgia possibilita o controle de doenças associadas como diabetes, hipertensão, diminuição das complicações cardiovasculares relacionadas ao peso excessivo, entre tantos outros problemas. Isso confere ao paciente a melhora da autoestima e consequentemente sua ressocialização, já que o obeso, em geral, ainda sofre muita discriminação”, diz o presidente.

A obesidade é um fator de risco para diversas doenças que afetam o coração, como a hipertensão e o diabetes tipo 2.
A obesidade é um fator de risco para diversas doenças que afetam o coração, como a hipertensão e o diabetes tipo 2.
Coração do obeso
O coração do indivíduo obeso sofre uma série de problemas com o excesso de peso. A gordura em volta do órgão, considerada de origem ruim para o organismo, aumenta o risco de entupimentos arteriais ao mesmo tempo em que os altos níveis de açúcar no sangue podem causar o endurecimento do músculo cardíaco dificultando o desempenho adequado do coração.

Tratamento e prevenção
A combinação de uma dieta balanceada e a prática de exercícios físicos é a maneira mais recomendada para o controle do peso e dos fatores de risco que podem desencadear o surgimento de diversas doenças. O tratamento da obesidade também pode ser feito, em alguns casos, com a combinação de medicamentos, assim como, em último caso, com a realização da cirurgia bariátrica. Seja qual for o método utilizado para o emagrecimento, as placas de gordura que estão depositadas nas artérias do coração permanecerão lá, porém numa condição estável que oferece menor perigo.

FONTE: http://www.sbcbm.org.br/

Já é sabido que a cirurgia bariátrica promove uma melhoria significativa na qualidade vida para quem está obeso. O tratamento vai muito além do procedimento cirúrgico e exige do paciente uma mudança positiva de estilo de vida não só na alimentação como na prática de atividades físicas. Deixar o sedentarismo de lado é crucial para o sucesso da operação e no combate à obesidade, mas exige certos cuidados para dar o resultado esperado.

Caminhadas e corridas são boas formas de exercício físico.
Caminhadas e corridas são boas formas de exercício físico.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda 30 minutos diários de exercícios. Este tempo não precisa ser ininterrupto e pode ser dividido ao longo do dia. Se o cotidiano estiver apertado, algumas atitudes simples já ajudam a combater o problema como dar uma ou duas voltas no quarteirão, subir as escadas do escritório ou até mesmo limpar a casa.

Mas quem deseja ir além é preciso uma mudança mais radical. O primeiro passo é buscar um educador físico. O profissional irá definir junto com o paciente um plano para atingir os objetivos propostos antes e depois da operação. Começar com uma atividade que o paciente goste é importante para manter a motivação e a regularidade, fatores cruciais para o sucesso. No começo a prática deve ser 70% aeróbica e 30% de exercícios para ganhar massa muscular. Yoga, natação, pilates, musculação e hidroginástica surtem excelentes resultados.

No caso de recém-operados, durante os 60 primeiros dias os fisioterapeutas deverão auxiliá-los na recuperação dos movimentos a medida que o peso diminui. No caso da cirurgia laparoscópica 30 dias após a cirurgia e com avaliação do cirurgião, é possível começar uma rotina de exercícios.

“A motivação é importante, mas não vá com muita sede ao pote. Trace pequenos objetivos para atingir metas e manter o engajamento no treinamento. O que pode parecer impossível hoje, com empenho, não será amanhã”, explica Margarete Santos, coordenadora de educação física da COESAS – Comissão de Especialidades Associadas, da SBCBM – Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

10 dicas para se exercitar antes e depois da operação
– Procure exercitar-se periodicamente, mantendo sempre a regularidade nos mesmos dias da semana.

– Mantenha, se possível, os mesmos horários das sessões de exercícios.

– Use sempre roupas confortáveis, porém, cuide de sua aparência e higiene para a prática do exercício.

– Nunca cumpra uma rotina de exercícios que foi planejada para outra pessoa. Há princípios básicos como individualidade, sobrecarga e intensidade que devem ser prescritos individualmente.

– Só lance mão das atividades em grupo somente se o grupo tiver os mesmos objetivos e características físicas semelhantes.

– Procure um educador físico especializado em obesidade. Ele compreenderá melhor suas necessidades e terá mais estratégias.

– Na medida em que seu peso diminui, não mantenha o mesmo calçado, troque-o. Seu centro de gravidade vai alterando com o emagrecimento e na palmilha do calçado antigo já foi impressa sua digital plantar anterior. Isso altera sua pisada atual, implicando em um desalinho da coluna vertebral e demais articulações, provocando dores e desconforto.

– Se interromper o programa por mais de duas semanas nunca retome do ponto que parou. O corpo precisa que você o reestimule ao esforço gradativamente, portanto pegue mais leve.

– Caso sinta alguma dor ou desconforto, no momento da execução ou posterior, não hesite em comunicar seu professor. Algo pode estar errado nas posturas ou na intensidade proposta. Exercício não é para ser doloroso, é para dar prazer.

– A alimentação é fundamental, siga fielmente as orientações de sua nutricionista. Ela lhe ajudará a ter mais energia nos dias de treino e você obterá melhores resultados.

FONTE: http://www.sbcbm.org.br/

07 de abril de 2011 (Bibliomed). Pesquisa sugere que cérebros de pessoas viciadas em comida apresentam os mesmos padrões de comportamento que os cérebros de alcoólatras e viciados em drogas.

“Pessoas que apresentam sintomas típicos de dependência ao comer também parecem mostrar o mesmo padrão de atividade cerebral que nós veríamos em outros vícios” afirma a pesquisadora Ashley N. Gearhardt, da Universidade de Yale.

Para os experimentos, cientistas avaliaram 39 mulheres em uma faixa etária média de 21 anos. Todas tinham um índice de massa corporal acima de 28 (acima do peso) e estavam participando de um programa que buscava ajudar pessoas a adquirir e manter um peso saudável.

Elas participaram de diversos testes para que os pesquisadores conseguissem medir o quão viciadas em comida elas eram, e fizeram ressonâncias magnéticas para estudar as mudanças metabólicas que aconteciam no cérebro enquanto as mulheres interagiam com imagens de milkshakes ou tomavam a bebida.

As áreas mais ativadas dos cérebros das mulheres com o vício estavam relacionadas a tomar decisões, controle de comportamento e o relacionamento entre estímulo e respostas. As áreas menos ativadas enquanto elas tomavam o milkshake era a envolvida em inibição de comportamento, mostrando que essas mulheres tinham menos habilidade em controlar suas ações.

Esses resultados levaram os cientistas a concluir que pessoas que mostram comportamentos sintomáticos de viciados ao comer poderiam ser tratadas de forma mais eficiente com programas para vencer vícios, e não programas tradicionais contra a obesidade.

Fonte: WebMD 5 de abril de 2011
Copyright © 2011 Bibliomed, Inc.

A Anvisa aprovou o uso do Balão Intragástrico para pacientes com sobre-peso, e obesidade Grau I, pois os resultados são excelentes nestes pacientes.

Para se calcular o IMC temos que dividir o Peso pela altura ao quadrado, se este resultado estiver entre 25 e 29,9 (sobre-peso), entre 30 e 34,9 (obesidade grau I), entre 35 e 39,9 (obesidade grau II) e acima de 40 (Obesidade mórbida).

Todos os pacientes se beneficiam com o uso do balão Intragástrico, e agora com ampliação das indicações os pacientes com sobrepeso com IMC acima de 27 e todos os graus de obesidade podem utilizar este método. Pois vão adquirindo hábitos mais saudáveis, com uma mudança comportamental melhorando em muito a qualidade de vida destes pacientes.

Você já parou alguma vez para avaliar o que o leva comer de forma compulsiva? Na grande maioria das vezes, comemos sem perceber o porquê – nos empanturrando de comida, e acabamos ingerindo junto situações e emoções sem perceber.

Isso mesmo: comemos, ou melhor, engolimos com a comida raiva, medos, tristeza, solidão, e nem nos damos conta o quanto isso é prejudicial para nosso corpo. Na grande maioria das vezes, chegamos até a passar mal, sentimos o estômago pesar, dor de cabeça, mal estar, mas nem pensamos no motivo desses acontecimentos.

Quando paramos para refletir sobre esse comportamento, nos damos conta que a comida serve como forma de amortizar o que na realidade não queremos enxergar, ou mesmo resolver, seja por receio, crenças, ou para não realizar o enfrentamento frente ao que nos incomoda.

Será que olhar de frente para o que não está bem em nossa vida não é a solução para muitos de nossos comportamentos frente à alimentação? Convido vocês a prestar a atenção nos momentos que comem em demasia, e anotar os sentimentos presentes.

No processo de anotar o que se come e o que se sente, acabamos por enxergar que comemos por vários motivos – os quais a fome nem sempre se faz presente.

A dificuldade de dizer “não” é uns dos fatores que geram situações de estresse, e dificilmente temos condições internas de resolver essa forma de se comportar. Aprender a confrontar situações que nos colocam em impasse é um bom caminho para evitar o estresse e engolir mais comida do que seria necessário para se nutrir. Pelo contrário, acabamos nos nutrindo da raiva, da insatisfação, o que faz mal a saúde física e emocional.

Para não utilizar a comida como substituto para amenizar seu mal estar, recorra a um plano de ação que o faça alcançar um conforto interno, sem fazer mal a si mesmo. Toda vez que detectar em você situações que provocam desconforto, pode recorrer ao seu plano estratégico em busca de aliviar seus problemas, evitando comportamentos autodestrutivos que podem levar ao sobrepeso e obesidade.

Comportamentos assertivos em nossa vida nos auxiliam a trilhar um caminho de respeito com nós mesmos. Isso significa que, ao dizermos “não” quando necessário, expormos nossa forma de pensar e não deixarmos pendências nos incomodar, estaremos alcançando a maturidade emocional, sabendo resolver as situações de vida nos momentos adequados e não carregando o peso de algo que só vai incomodar.

Dar-se o direito de se presentear, ou de realizar atividades prazerosas, também é uma atitude assertiva. Tente desviar a atenção dos problemas do dia a dia e vivenciar momentos agradáveis, seja com família, com amigos ou mesmo sozinhos. Quando nos envolvemos com atividades como aulas de línguas, dança de salão, aeromodelismo, patchwork e bordado, desviamos nossa atenção da comida para algo que nos dá prazer. Isso equilibra o estresse que sentimos durante o dia e nos presenteia de forma inteligente.

Agora você pode colocar em prática as dicas acima, comprovando que você pode e consegue driblar os gatilhos emocionais que levam você a comer, dizendo não a esse prazer, gerando outros prazeres que alimentarão sua vida.

Todos direitos reservados a Dr. Alcides Branco